14 Janeiro 2015
14 Janeiro 2015,
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Um armazém desativado há mais de dez anos na Praia Norte, em Viana do Castelo, vai ser transformado, em 2015, numa Maternidade de Bivalves, orçamentada em meio milhão de euros.

O Projeto levado a cabo por dois promotores licenciados em Ciências do Meio Aquático pela Universidade do Porto está concluído, “aguardando apenas a libertação, pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, no antigo pavilhão, na zona industrial da Praia Norte”.

“É o local ideal porque parte das instalações estão construídas. Existe captação de água de mar que já está feita. O projeto será posto em prática rapidamente do que se começasse de raiz. Se assim for a primeira produção será uma realidade em 2016”, disse à Lusa o promotor Pedro Seixas.

A Maternidade de Bivalves (Ostras e Ameijoas) foi um dos projetos selecionados no concurso de ideias do Programa Operacional de Pescas (Promar) promovido pela IN.CUBO, em articulação com o Grupo de Ação Costeira do Litoral Norte (GAC do Alto Minho). Considerado inovador no Alto Minho, o projeto vai ser candidatado ao próximo Promar, “cujas candidaturas serão abertas em 2015”.

A falta de sementes de bivalves no mercado nacional e o facto dos dois promotores já trabalharem na área da aquacultura há mais de 20 anos esteve na origem da criação do novo negócio.

“Tenho uma empresa de produção de microalgas para a aquacultura, (único alimento dos bivalves), e o meu colega Vítor Carvalho tem uma empresa de engorda de ostras na praia do Coral, a 500 metros do pavilhão onde queremos criar a maternidade. Surgiu a ideia de juntamos conhecimentos para fazer face à falta de sementes no mercado que são importadas de França”, explicou Pedro Seixas.

Além de Portugal a produção terá como destino os produtores de ostras e amêijoas da Irlanda, Reino Unido, Espanha, França, Itália, Croácia.

“Portugal tem um grande potencial para crescer nesta área devido à temperatura e da riqueza das nossas águas”, adiantou.

As estimativas dos promotores apontam “para uma produção de 10.000.000 de unidades de bivalves em 2016, no segundo ano 20.000.000 e, em 2017 de 40.000.000 de unidades, o que corresponde a uma maternidade de dimensão pequena a nível europeu”.

Numa primeira fase, os promotores preveem criar “um mínimo de cinco postos de trabalho diretos e cerca de 20 a 30 indiretos”, entre “biólogos, engenheiros e pessoal de manutenção e administração”.

O projeto “Aldeias de Mar”, desenvolvido pela In.Cubo, teve como objetivo identificar uma estratégia de intervenção integrada, dirigida às comunidades piscatórias do espaço do Litoral Norte, que incluiu, entre outros, a identificação e a caracterização de um conjunto de ideias e intenções de projetos de investimento, assim como a sua dimensão financeira e os respetivos promotores.