Pesca

A frota pesqueira portuguesa, de acordo com o Ministério da Defesa Nacional, é composta, aproximadamente, por 8.700 embarcações (a 4.ª maior da UE), perfazendo uma arqueação de aproximadamente 106.800 GT (a 6.ª maior da UE). Cerca de 1.170 embarcações encontram-se registadas nas regiões ultraperiféricas dos Açores e da Madeira. Cerca de 7.500 das restantes embarcações do continente não são arrastões, tendo um comprimento inferior a 12 metros. A produção total de produtos da pesca, incluindo a aquacultura, perfaz cerca de 220.000 toneladas/ ano. Apesar de o sector das pescas ter vindo a retrair-se, com as capturas a diminuírem nos últimos anos, esta é ainda uma actividade muito relevante para Portugal. Em particular, há que ter em conta que o mercado nacional se afigura bastante atractivo dado os hábitos de consumo de peixe no nosso país. Portugal é, segundo a Liga para a Protecção da Natureza, o terceiro maior consumidor de peixe do mundo, com cerca de 60 quilos de pescado por ano per capita, sendo a média europeia de pouco mais de 20 quilos. Apesar disso, o mercado europeu é também ele atractivo, uma vez que é o maior importador de pescado do mundo, importando mais de 2/3 das suas necessidades, de acordo com a mesma fonte.

Além disso, o consumo de peixe está a escalar em todo o mundo. Segundo a FAO, a organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, o consumo de peixe cresceu para mais de 17 quilos por pessoa em 2009.

Energias Renováveis

Oitenta e cinco porcento da energia utilizada no planeta é de origem fóssil, não renovável. O petróleo contribui com 40%, o carvão mineral com 24% e o gás natural com 21%. Este é um cenário que terá que mudar nos próximos anos, uma vez que as reservas destas fontes estão a diminuir em face de uma procura crescente por parte dos países emergentes. Além disso, estas energias não são limpas, colocando os conhecidos problemas ambientais que estão na ordem do dia.

O hidrogénio é uma alternativa limpa e economicamente viável que pode ser produzida em grandes quantidades através do uso da energia solar ou da eólica. Contudo, a sua exploração ainda apresenta alguns problemas como o facto de ser altamente reactivo e de não ser encontrado livremente na atmosfera.

O uso da biomassa como fonte de energia alternativa também agita os negócios do sector em todo o mundo. O etanol produzido a partir da cana-de-açúcar brasileira, do milho norte-americano e de diversos outros vegetais já se consolidou como um combustível renovável, eficiente e menos poluente. Esta posição pode, no entanto, estar posta em causa devido ao facto de o redireccionamento da produção agrícola para este fim estar já a colocar problemas de escassez de alimentos e consequente aumento do preço dos mesmos.

A procura de novas fontes de energias renováveis é um desígnio mundial, tendo, desta forma, o sector das renováveis, uma forte tendência para o crescimento de negócios lucrativos nas próximas décadas. O empreendedor que pretenda desenvolver um negócio orientado para o futuro deve estar atento às inovações tecnológicas e às mudanças dos hábitos de consumo neste sector. Dentro deste sector, existem ainda outras áreas com oportunidades de potencial para negócio, entre as quais estão as fontes de energia geotérmica, solar, eólica, mas também oceânica. Portugal é um dos países que domina a tecnologia da coluna de água oscilante utilizada nas centrais de Energia das Ondas, sendo um dos países pioneiros em investigação e desenvolvimento nesta área. As condições das zonas costeiras portuguesas para a produção deste tipo de energia são das mais favoráveis do mundo. Esta é, no entanto, uma área que necessita ainda de mais desenvolvimento tecnológico. O investimento necessário é muito elevado, mas espera-se que venha a ser uma área rentável no futuro.

Aquacultura

O aumento do consumo de peixe verificado nos anos mais recentes em todo o mundo, a que nos referimos anteriormente, é um dado positivo mas que, simultaneamente, coloca uma grande pressão sobre os recursos desenvolvidos em meio natural. Desta forma, a aquacultura surge como uma opção atractiva, uma vez que permite não só a produção de animais aquáticos (peixes, crustáceos, moluscos, etc.), como também a produção de plantas (algas e outras espécies similares), em água salgada ou doce. Desta forma, há a possibilidade de controlar as condições de crescimento e repovoamento, permitindo, não só uma melhor sustentabilidade ambiental, como dar garantias de segurança alimentar.

Actualmente, segundo informações veiculadas pelo Secretário Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais (in http://www.sra.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=452:aquacultura-devera-duplicar-a-producao&catid= 1:gerais&Itemid=69), a aquacultura é um sector em expansão em Portugal, nomeadamente no arquipélago da Madeira onde, este ano, a produção deverá chegar às 1.600 toneladas. Segundo a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, tendo em conta o crescimento demográfico esperado, até 2030 serão necessários mais 37 milhões de toneladas de peixe, por ano, para manter o nível de consumo actual. Desta forma, as tendências apontam para um aumento quase para o dobro da produção actual.

Robótica Submarina

Actualmente, a utilização da Robótica submarina constitui a maneira mais fácil, segura e eficaz de se realizar os mais diversos tipos de buscas subaquáticas em tanques, rios, lagoas ou no mar. As buscas são realizadas utilizando um robô submarino com controlo remoto de alto desempenho.

O mercado de robótica submarina é promissor. Neste mercado actua o conhecido grupo do Porto – ROBIS (Robotics and Intelligent Systems) do INESC. Actua no desenvolvimento de conhecimento, concepção e implementação de soluções inovadoras nos domínios da robótica terrestre, robótica aquática, robótica industrial e dos sistemas inteligentes. No âmbito da robótica aquática trabalha no desenvolvimento de plataformas robóticas e de soluções de controlo e navegação inovadoras para meios aquáticos.

Biotecnologia

A biotecnologia é o conjunto de conhecimentos que permite a utilização de agentes biológicos para obter bens ou assegurar serviços.

A biotecnologia abrange diferentes áreas do conhecimento que vão desde a ciência básica como a Biologia Molecular, Microbiologia, Biologia celular, Genética, Gnómica ou Embriologia, até à ciência aplicada, como o desenvolvimento de técnicas imunológicas, químicas e bioquímicas e outras tecnologias. Os ecossistemas marinhos apresentam uma diversificada fonte potencial de recursos genéticos para aplicações biotecnológicas.

De acordo com a Comissão Estratégica para o Mar, a enorme potencialidade do Oceano para a Biotecnologia permanece em grande parte inexplorada, sendo que a maioria dos organismos marinhos, em particular os microrganismos permanece por identificar. A comissão concluiu que Portugal tem na área biotecnológica um know-how importante, bons centros de investigação e de formação de quadros, oportunidades na área da Biotecnologia Marinha que resultam de algumas vantagens competitivas e de alguma 27 tradição em certas áreas (utilização de algas, cultivo de animais aquáticos) e até a experiência ganha através de alguns insucessos.

Turismo/Lazer

O turismo e lazer é um dos sectores mais importante do conjunto das actividades marítimas portuguesas. De acordo com dados do Ministério da Defesa Nacional, a costa atrai 90% dos turistas estrangeiros. Tendo em conta que o turismo é responsável por 11% do Produto 28 Interno Bruto (PIB) do país e por aproximadamente 10% da totalidade dos postos de trabalho, esta é uma área de enorme interesse estratégico para o país.

Para além de ser um sector importante no conjunto de actividades económicas do mar, o sector do Turismo e Lazer tem vindo a crescer a um ritmo elevado. Este segmento inclui actividades muito diversas como:

  • Navegação de recreio – Vela de cruzeiro e navegação a motor
  • Desportos náuticos: vela ligeira, windsurf, kitesurf, surf, bodyboard, rafting, remo, canoagem, kayak, ski aquático, motonáutica e pesca desportiva.
  • Desportos submarinos, como caça submarina e mergulho.
  • Cruzeiros náuticos, isto é, grandes navios que percorrem os oceanos e escalam vários portos.
  • Actividades marítimo-turísticas relacionadas com embarcações de média dimensão destinadas a tráfico fluvial ou costeiro ou pequenas embarcações de passeio local.

 

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